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sexta-feira, 2 de fevereiro de 2007

7 horas de Poesia pelo SIM

4 de Fevereiro, 15 - 22h
PORTO Bar Labirinto (R. Nª Sr.ª de Fátima)
Com a participação de Deputados, autarcas, artistas

Vozes pelo SIM: Ana Vicente

"É bom poder afirmar existirem milhares de fiéis, entre os quais me incluo, que, em consciência, na procura da fidelidade à mensagem evangélica de amor pelo próximo, e ainda na assunção plena de uma cidadania responsável, vão votar "sim" no próximo referendo."

in Público, 2 de Fevereiro de 2007

Católicas pelo Direito a Decidir

A ONG Brasileira Católicas pelo Direito de Decidir fez ontem uma conferência de imprensa em Lisboa, onde apresentou as razões pelo qual apoia o voto Sim, no referendo de 11 de Fevereiro no nosso país.


(...)
Na condição de católicos(as):

Não devemos julgar; devemos ser solidários! De acordo com o pensamento cristão é necessário considerarmos as dificuldades e enganos que todos (mulheres e homens), em algum momento, vivemos. Isto não pode ser diferente para as mulheres que se vêem nas circunstâncias de realizar um aborto;
Temos compaixão! Esse sentimento não significa ter dó, ter pena, ou fazer caridade. Trata-se de exercer a alteridade, isto é, colocar-se no lugar do outro(a) e acolhê-lo(a), assisti-lo(a) da melhor forma.
A condenação do aborto não é um dogma religioso. É matéria controversa, inclusive no interior da igreja. Portanto, é passível de reflexão e debate. Embora, o Direito Canónico – elaborado e regulamentado pela hierarquia eclesiástica, masculina e celibatária – trate o aborto de forma condenatória, teóloga(os) e mesmo membros da hierarquia católica admitem que, em certas circunstâncias, é possível entender a decisão pelo aborto como ética e religiosamente aceitável.
4) No pensamento católico, o recurso à própria consciência para se tomar decisões é plenamente aceito e legítimo. “O ser humano deve obedecer sempre ao julgamento certo de sua consciência” (Catecismo da Igreja Católica, 1800). Por que para as mulheres esse recurso seria negado?
Reconhecemos e respeitamos a capacidade que as mulheres têm de tomar decisões com base em valores éticos e morais!
Viver colectivamente exige respeitar a diversidade de pensamento, de opiniões e, de escolhas. Um Estado que se rege pelos princípios da democracia e da laicidade não pode governar, legislar e, tampouco, promover políticas públicas a partir de posições religiosas ou daquelas camufladas de científicas, porém, fundamentalistas.
Defender o voto Sim, não é promover a prática de abortamento!!!! E defender a dignidade da vida humana! É defender a vida das mulheres! É impedir a morte e a humilhação de milhares de mulheres!

Sessões Públicas: Hoje

Avelar
Sede da Sociedade Filarmónica Avelarense
21h
Com:
- João Paulo Pedrosa (Presidente Federação de Leiria do PS)
- Ofélia Moleiro (Deputada do PSD)
Porto de Mós
Cine-Teatro de Porto de Mós
21h
Com as Presenças:
PELO SIM
- Odete João (Voto SIM)
- Ana Narciso (Professora, ex-deputada do PSD)

PELO NÃO
- Élia Santiago (Obstetra)
- Gonçalo Moita (Jurista)

Sessão Pública: Évora

8 de Fevereiro, 21.30h,
Universidade de Évora

João Tiago Silveira ( dirigente nacional do PS)
José Eduardo Martins (Deputado do PSD)
João Semedo (Deputado do BE)

“Homens e Mulheres pelo Sim no Alentejo, não fiquem indiferente votem SIM”

Campanha nos infantários: Setubal pelo SIM toma posição



SETÚBAL PELO SIM
Responsabilidade E Cidadania pelo SIM

Voto SIM

Jovens pelo SIM

Médicos pela Escolha

COMUNICADO DE IMPRENSA

A coordenação, SETÚBAL PELO SIM, toma posição face à situação noticiada pelo Diário de Notícias de dia 1 de Fevereiro de 2007, vivida nos Jardins-de-infância do Centro Paroquial de Nossa Senhora da Anunciada em Setúbal, onde crianças utentes deste equipamento social foram utilizadas como veículos de propaganda dos movimentos do não ao referendo sobre a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, através de folhetos radicais e hediondos (carta de um feto a uma mãe) colocados nas suas mochilas.

É com total desagrado que vimos uma instituição reconhecida e apoiada pelo Estado, promover de forma inaceitável, desrespeitadora das crianças e das suas famílias e violenta na mensagem que veiculou, a desinformação relativa à pergunta que vai ser colocada aos portugueses e às portuguesas dia 11 de Fevereiro.

Os movimentos do Sim que compõem esta coordenação defendem uma campanha séria, respeitadora das liberdades e garantias de um estado democrático através de uma discussão saudável na defesa das diferentes posições face à pergunta do referendo.

Afirmamos os princípios da tolerância, da liberdade e do respeito pelo debate sério e plural desta campanha, reafirmando a nossa total rejeição pela utilização e instrumentalização das crianças neste processo e pela falta de ética plasmada na atitude do Centro Paroquial de Nossa Senhora da Anunciada, reconhecido pelo Estado Português através do estatuto de utilidade pública, o qual lhe confere importante responsabilidade na forma como actua no contexto da comunidade onde se insere.

Vozes pelo SIM: Maria Odete João

Voto SIM.
O que está em causa no referendo, de dia 11 de Fevereiro, é a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, até às dez semanas.
Pretende-se acabar com o flagelo da prática do aborto clandestino e também com os interesses que o envolvem. A lei em vigor, apesar de criminalizar o aborto, não evitou nem atenuou a sua prática clandestina.
Defendo o SIM porque deste modo se admite uma opção, mas não se impõe uma opinião condicionadora da consciência de quem quer que seja. Abre-se uma janela para a resolução de um grave problema de saúde pública de forma semelhante ao que já ocorre na generalidade dos países da UE.
Naturalmente, urge criar condições sociais, económicas e de saúde pública para evitar que qualquer mulher seja condicionada a praticar o aborto.

In Região de Leiria 2 Fev. 2007

Vozes pelo SIM: Janita Salomé


Sou um homem da música, do cante, não da palavra. Quando muito serei da palavra cantada e de certeza me exprimiria muito melhor a cantar e, cantando, cantaria neste momento uma canção triste que reflectisse a mágoa que me vai por ver mulheres negarem a si próprias (e não só) a liberdade de escolha perante um problema tão pessoal e tão íntimo como o é a interrupção da gravidez e entregarem essa decisão ao Estado, transformando-se assim em sua propriedade. Está em causa a emancipação da mulher e por consequência a do homem. Mulher e homem complementam-se, devem ser cúmplices porque só assim serão livres. Voto SIM sem dúvidas nenhumas sobre a idoneidade da mulher para decidir interromper (ou não) a gravidez nos termos propostos para o Referendo.

Em Sintra é SIM


Foi ontem apresentada, na casa de teatro de Sintra, a Plataforma "Em Sintra é SIM", uma iniciativa cidadã de âmbito municipal que tem por objectivo dar um sinal claro pelo SIM naquele que é um dos concelhos populosos do país. No apoio à plataforma mais de 200 personalidades concelhias entre as quais Fernando Seara, do PSD e presidente da Câmara, João Soares deputado do PS e Miguel Portas, eurodeputado do Bloco de Esquerda, Mário Laginha, pianista e Guilherme Leite, actor. Esta plataforma tem um manifesto concelhio, que reúne o apoio de mais de 200 pessoas, entre as quais se destacam os nomes de Ana Couto, deputada do PS na AR, Susana Ramos, Domingos Quintas, e Rui Pereira, vereadores do PS, André Beja, deputado municipal do BE, António Rodrigues, deputado Municipal do PSD, Bruno Tavares, Ana Queiroz do Vale, deputados municipais do PS, presidentes de Juntas de Monte Abraão, S. Martinho, S. João das Lampas, Montelavar e Casal de Cambra, da professora Céu Ribeiro, os actores Rui Mário, Samuel Saraiva e Nuno Pinto, o músico Alexandre Geirinhas, a pintora Maria José Ferreira, a enfermeira Laura Coutinho, Flora Silva, dirigente da Associação Olho Vivo ou o judoca Bastos Nunes.
A plataforma Cidadã irá realizar diversas iniciativas de divulgação das razões do SIM, distribuindo material dos movimentos que fazem campanha e de uma versão reduzida do seu manifesto
Os subscritores e subscritoras do manifesto apelam a uma votação massiva no dia 11 de Fevereiro, que contribua para uma vitória clara do SIM.


A plataforma tem site em: www.sintrasim.blogspot.com/ e e-mail: sintra.sim@gmail.com

o Sim em Leiria

Marketing do “Não” preocupa deputadas do ”Sim"
In Região de Leiria, 19 de Janeiro de 2007

Três deputadas da Assembleia da República do PS, PSD e BE, duas delas eleitas por Leiria, deram segunda-feira a cara pelo “Movimento Voto Pelo Sim”, expressando alguma preocupação face à abstenção, bem como perante o “marketing e agressividade trazida pelos movimentos do ‘não’”.“Há ali muito dinheiro”, sublinhou Ofélia Moleiro (PSD), defendendo que estamos confrontados com “uma cobertura que pode influenciar os resultados, porque deixa de haver transparência no processo”. Por outro lado, mostrou-se convicta que “vai existir uma transferência de votos do ‘não’ para o ‘sim’”, relativamente ao que aconteceu há oito anos, mas teme que estes votos possam ser “anulados pela abstenção”.Odete João (PS) sublinhou que o que une este movimento é não só o facto dos seus elementos defenderem “o direito à vida”, mas o facto de também entenderem que “não é isso que está agora em causa”, mas sim “a alteração de um artigo do Código Penal” que desemboca na despenalização da interrupção involuntária da gravidez. “Há alguma confusão que está a ser gerada pelos argumentos do ‘não’” e este movimento “quer contribuir para o esclarecimento”, afirmou a deputada na sessão que serviu para apresentar o movimento, cuja próxima iniciativa está marcada para esta sexta-feira, em Pombal, pelas 19 horas.Para Odete João, o ‘sim’ à pergunta do referendo de 11 de Fevereiro “vai permitir reduzir o número de abortos em Portugal” e corrigir “situações de desigualdade social”.