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domingo, 14 de janeiro de 2007

APELO DA ASSEMBLEIA DE MOVIMENTOS

Vivemos um momento decisivo sobre as questões da dignidade e da justiça associadas à saúde das mulheres.
A criminalização do aborto nunca dissuadiu as mulheres de o praticarem sempre que sentem e decidem, em consciência, que é absolutamente necessário interromper uma gravidez que não desejam, mesmo pondo em risco a sua saúde e a sua vida.
Mais de oito anos após o primeiro referendo sobre a despenalização da IVG, a sociedade portuguesa é de novo chamada a decidir.
O resultado do referendo de 1998 não veio alterar em nada a situação do aborto ilegal e inseguro em Portugal.
Em cada ano que passou, milhares de portuguesas, em segredo e sem cuidados médicos, continuaram a ser empurradas para o aborto clandestino. Milhares de mulheres foram tratadas nos hospitais por complicações pós aborto inseguro.
As realidades que as estatísticas, os estudos e imprensa revelam e sinalizam são insultuosas para as mulheres, para as suas famílias e para os profissionais de saúde e de justiça envolvidos.
Houve, no entanto, uma mudança significativa e chocante para a opinião pública nacional e para a nossa imagem internacional: dezenas de mulheres foram julgadas em tribunal. Algumas delas foram condenadas e forçadas a exames médico-legais: a sua privacidade foi devassada e exposta na praça pública.
Estes julgamentos são episódios desumanos de humilhação pública que afectam a liberdade e responsabilidade de todos, principalmente das mulheres e das suas famílias; mas também de uma sociedade que se quer mais justa, democrática e solidária.
A lei que julga e que condena é injusta mas é ineficaz porque não impede o aborto. Esta lei desajustada fomenta o aborto clandestino e inseguro.
Temos agora a oportunidade de virar a página na história da Justiça, da Saúde e Cidadania em Portugal.
O aborto não é um método de planeamento familiar. O aborto clandestino é um grave problema de saúde pública que continua a ser responsável por casos de infertilidade, morbilidade e morte de mulheres em Portugal
O aborto clandestino e inseguro, e as consequências judiciais, sociais e afectivas que daí resultam exigem uma solução urgente que se expresse na participação activa e efectiva na campanha e no voto SIM do próximo dia 11 de Fevereiro.
É urgente erradicar o aborto clandestino no nosso país. É preciso alterar a lei.
O debate político e a consciência cívica em torno do aborto inseguro, enquanto problema de saúde pública e de direitos humanos, evoluíram nos últimos anos. A expressão desta maturidade deve significar um SIM inequívoco à pergunta em referendo.
O nosso compromisso é o de continuar a defender e promover um maior investimento social e politico na saúde sexual e reprodutiva, nomeadamente, no planeamento familiar, na educação sexual e na igualdade de oportunidades de modo a prevenir e a reduzir, o mais possível, o recurso ao aborto.
Hoje em Aveiro, palco de um dos mais mediáticos julgamentos por aborto que ocorreram em Portugal e, nesta Assembleia, onde a pluralidade de opiniões, ideais e valores se expressa através dos Movimentos pelo SIM:
Apelamos à participação de todas as pessoas no esclarecimento sobre a necessidade de alterar a lei.
Apelamos a que no dia 11 de Fevereiro homens e mulheres de todas as idades, de todas as convicções políticas e crenças religiosas votem SIM enquanto dever humanista, de cidadania, de responsabilidade e de compromisso com a democracia.
Apelamos ao voto expressivo no sim, à despenalização da Interrupção Voluntária da Gravidez, até às 10 semanas.

Aveiro, 14 de Janeiro de 2007

Subscrevem este Apelo:
Cidadania e Responsabilidade pelo SIM
Em Movimento pelo SIM
Jovens Pelo SIM
Médicos Pela Escolha
Movimento VOTO SIM

Grande mobilização pelo SIM em Aveiro!

O Centro Cultural e de Congressos de Aveiro foi pequeno para acolher as mais de mil pessoas que, de forma entusiasta e decidida, participaram hoje na Assembleia de Movimentos pelo SIM, iniciativa que marcou de forma simbólica o início da Campanha para o Referendo de 11 de Fevereiro.
Durante a tarde, passaram pelo palco representantes de 5 Movimentos pelo SIM, defendendo a mudança da lei que criminaliza a Interrupção Voluntária da Gravidez e apelando a uma votação expressiva no referendo, para que processos judiciais e julgamentos como os que aconteceram em Aveiro, na Maia ou em Setúbal, não voltem a acontecer no nosso país.
As intervenções estiveram a cargo de Afonso Candal, Helena Pinto e Jorge Neto, pelo VOTO SIM, José Manuel Pureza, Inês Sachetti e Maria José Gambôa, pelo Cidadania e Responsabilidade pelo SIM, Graciete Cruz, Joaquim Almeida e Lúcia Gomes pelo Em Movimento pelo Sim, por Albino Aroso e Vasco Freire, dos Médicos Pela Escolha, e por Laura Mesquita e Paulo Vieira, dos Jovens pelo Sim.
No Final da Sessão, a atleta Olímpica e mandatária do Movimento Jovens Pelo Sim, Susana Feitor leu o apelo de Aveiro, dcumento sbscrito pelos cinco movimentos onde se reafirma a necessidade do voto SIM, pois estamos perante uma «oportunidade de virar a página na história da Justiça, da Saúde e Cidadania em Portugal».

VAMOS A AVEIRO!


De acordo

"É injusto dizer que quem defende o SIM é apologista de uma cultura de morte, pois isso cria o equivoco de que se vai promover a prática do aborto"

Teresa Caeiro, Deputada do CDS/PP
in Expresso, 13 de Janeiro de 2007

Vozes pelo SIM: Laborinho Lúcio

Laborinho Lúcio rompe o silêncio, em declarações ao DN, para revelar o seu sentido de voto no referendo à interrupção voluntária da gravidez do próximo dia 11: vai optar pelo "sim". Ex-ministro da Justiça no último dos governos liderados pelo actual Presidente da República, Cavaco Silva, Laborinho defende a despenalização do aborto por considerar que a actual moldura legal gera "situações injustas para as mulheres", uma vez que "na prática só estão impedidas de fazer o aborto aquelas que não têm condições económicas para interromperem a gravidez num país estrangeiro".

in DN, 13 de Janeiro de 2007

sábado, 13 de janeiro de 2007

Açores - Comissão Regional de Apoio ao SIM

No âmbito de uma Conferência de Imprensa a realizar pela Comissão Regional de Apoio ao Sim, Sábado, dia 13 de Janeiro, 16h, em Ponta Delgada, serão apresentados os Mandatários e as Mandatárias regionais do Movimento VOTO SIM, bem como a Declaração de Princípios deste movimento nacional.
A Comissão Regional de Apoio ao Sim é solidária com todas as organizações, movimentistas ou partidárias, que defendam a despenalização das mulheres que façam uma interrupção voluntária da gravidez. Neste sentido, o seu principal objectivo é ajudar a criar, nos Açores, as condições de liberdade de pensamento e de expressão que permitam um Voto solto de amarras que não sejam as da consciência individual.
Com este objectivo, a referida Comissão Regional tem recebido o apoio expresso de centenas de cidadãos e de cidadãs desta Região Autónoma.

A Comissão Regional de Apoio ao Sim

VOTO SIM em Castelo Branco

O Movimento VOTO SIM, no distrito de Castelo Branco, vai ser apresentado publicamente na próxima segunda-feira, dia 15, pelas 18h30, na Casa do Arco do Bispo (Praça Velha), em Castelo Branco

sexta-feira, 12 de janeiro de 2007

Voto SIM em AVEIRO

Sábado, 13 de Janeiro 15h
Avenida Lourenço Peixinho (junto ao antigo Bingo)

Os mandatários e mandatárias do Movimento VOTO SIM no distrito de Aveiro, estarão nas ruas da cidade de Aveiro convidando a população a participar na Assembleia dos Movimentos pelo SIM à despenalização do aborto, iniciativa que marca o arranque da campaha nacional.
Confirmaram a sua presença os/as seguintes mandatários/as:
Afonso Candal
Andrea Peniche
Celso Cruzeiro
Moisés Ferreira

quinta-feira, 11 de janeiro de 2007

Viseu pelo SIM

Em Viseu foi criada uma ampla plataforma de apoio ao SIM no referendo de 11 de Fevereiro. Esta é uma iniciativa transversal, que junta sensibilidades de diversos quadrantes sociais, culturais e político, e tem como objectivo principal apoiar e desenvovler actividades de campanha pelo SIM e no Distrito.

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Manifesto Distrital pelo SIM no Referendo Sobre a Interrupção Voluntária da Gravidez

Brevemente, os cidadãos eleitores vão ser chamados a pronunciarem-se, em referendo, acerca da questão da interrupção voluntária da gravidez (IVG). O Movimento VISEU PELO SIM manifesta-se a favor da despenalização da interrupção voluntária da gravidez realizada, por opção da mulher, nas primeiras 10 semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado.
A actual lei portuguesa persegue e condena as mulheres acusadas da prática de crimes de IVG. Manter a lei actual reflecte uma falta de sensibilidade social e uma forma desumana de enfrentar este grave problema.
Portugal é o único país da União Europeia que persegue e julga as mulheres por recorrerem à interrupção voluntária da gravidez, contrariando as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS) e do Parlamento Europeu no sentido de não se agir judicialmente sobre elas.
É sabido que há factores afectivos e culturais que em largos sectores sociais da sociedade portuguesa impedem um uso esclarecido e consciente dos meios contraceptivos, agravado pelo défice de planeamento familiar e pela ausência de educação sexual nas escolas. Por outro lado está estabelecido com rigor científico que não há contracepção totalmente eficaz e à prova de erros e que, por isso, uma gravidez não desejada pode sempre ocorrer.
Desta forma a actual legislação portuguesa sobre a IVG conduz compulsivamente centenas de mulheres do nosso país para a realidade insalubre, exploradora, cruel e desumana do aborto clandestino, constituindo assim um problema grave de saúde pública.
O aborto não é um meio contraceptivo e não pode ser encorajado. Mas a criminalização actualmente em vigor cria um campo adequado para que a sua pratica clandestina se desenvolva, continuando a provocar sofrimento e morte das mulheres.
Em 2002, a Direcção Geral de Saúde registou 11 089 internamentos por aborto, dos quais só 675 foram realizados no quadro da lei actual. Em 2003, o aborto clandestino levou uma média de três mulheres por dia aos hospitais. A lei actual arrasta as mulheres de menores recursos económicos para as redes da clandestinidade e insegurança, com consequências, muitas vezes, graves a nível da saúde física e psíquica.
Esta é uma questão civilizacional! Está na hora de pôr cobro a atitudes persecutórias e de procurar soluções efectivas e concretas.
Assim, apelamos a todas as concidadãs e concidadãos a implicarem-se na campanha pelo SIM, ampliando este movimento.


Signatários do Manifesto VISEU PELO SIM


Abílio Gomes Travessas (Professor); Adalberto Tomás (Médico); Alexandre Azevedo Pinto (Economista); Alexandre Pereira (Estudante); Alexandre Santos (Estudante Universitário); Ana Paula Gaspar (Jornalista); Ana Paula Madeira (Advogada); Ana Rita Silva (Psicóloga); Ângela Carvalhas (Professora/Vereadora Vouzela); Antonio Bica (Medico Veterinário/Vereador Vouzela); Antonio Cândido Minhoto (Comerciante); António Carlos Lopes (Empresário Aposentado); Antonio Gil (Escritor); António Jorge B. Oliveira Santos (Farmacêutico); António Lúcio Rodrigues (Professor); António Mouga Lopes (Advogado); António Ribeiro Carvalho (Advogado); António Venâncio (Biólogo); Armanda Monteiro Barros (Professora); Arsénio Saraiva Martins (Jurista); Beatriz Pipa (Gestora); Carla de Albuquerque Mendes (Advogada); Carla Gomes (Advogada); Carlos Couto Esteves de Almeida (Professor); Carlos Peninha (Músico); Carlos Vieira e Castro (Comerciante); Catarina Durão (Socióloga); Catarina Minhoto (Advogada); Clara Alexandre (Socióloga); Cristina Carvalho (Socióloga); Dalila Rodrigues (Directora de Museu); Elisa Aguiar (Professora); Esteves Pereira (Médico); Fátima Carvalho (Técnica Superior da Função Publica); Fátima Pinho (Professora/Vereadora S. Pedro do Sul); Fátima Santos (Professora); Fernandina Simões Torres (Professora/Membro da Direcção da ADRL); Fernando Bandeira Figueiredo (Livreiro); Fernando Oliveira (Advogado); Fidalgo Freitas (Médico); Francisco Keil Amaral (Arquitecto); Graça Maria Barros de Abreu (Restauradora); Henrique Augusto Pereira (Engenheiro Electrotécnico); Isabel Maria Botelho (Professora); Isidro Ferreira (Funcionário Notarial); João Carlos Gralheiro (Advogado); João Francisco Botelho (Professor); João Lima (Advogado); Vitor Pires (Professor); João Martins (Advogado); João Paulo Rebelo (Economista); João Tiago Henriques (Eng.º Electrotécnico); Joaquim Alexandre Rodrigues (Professor); Jorge Carneiro (DFA); Jorge Correia (Professor); Jorge Ferreira Vicente (Bancário Aposentado); Jorge Fraga (Dirigente sindical da função pública); Jorge Fraga (Docente e Encenador); Jorge Silva (Médico); José Alberto Craveiro (Médico/Vereador Carregal do Sal); José Augusto Matos (Médico); José Bernardino (Técnico Agrícola); José Carlos Vasconcelos (Técnico de Administração Tributária); José Luís Oliva (Docente Universitário); José Ricardo Silva (Designer); José Rui M. Henriques (Encenador/Actor); Júlio Barbosa (Médico); Lara Ramos (Advogada); Leonel Ferreira dos Santos (Professor Aposentado); Leonor Keil (Bailarina); Licínia M. Portugal (Farmacêutica); Lira Keil Amaral (Professora); Lucília Ferreira (Técnica Superior Câmara Municipal); Luís Branquinho (Professor); Luís Calheiros (Pintor); Luís Filipe Nunes (Economista); Luís Leal (Advogado); Luís Mouga Lopes (Gestor/TOC); Manuel Paraíba (Professor); Manuela Coelho Antunes (Professora e Dirigente Sindical); Maria Carmo Bica (Engenheira Agrícola/Presidente da Direcção da ADRL); Maria da Graça Marques Pinto (Professora/Deputada Municipal); Maria da Graça Martins (Professora); Maria Estrela Pereira de Almeida (Enfermeira); Maria Graciete Rocha (Educadora de Infância); Maria José Agra Regala Fonseca (Professora); Maria José Arede (Médica); Mariana Almeida (Médica Dentista); Mário Pereira (Psicólogo ASSOL); Mario Rui Dias (Professor); Marisa Figueiredo (Advogada); Marta Costa (Professora); Martim Gouveia e Sousa (Professor/Investigador); Maura Nabais dos Santos (Professora Aposentada); Miguel Martins (Geógrafo); Nuno Monteiro (Advogado); Nuno Teles (Economista); Patrícia Monteiro (Psicopedagoga); Paula Pais Monteiro (Secretária); Paulo Marques (Advogado); Paulo Ribeiro (Coreógrafo); Pedro Giestas (Actor Profissional); Pedro Prata (Bancário); Ricardo Areal (Empresário); Rodrigo Francisco (Dirigente Associativo); Rogério Santos (Médico); Rosa Monteiro (Socióloga/Professora Ensino Superior); Rui Alberto Nunes dos Santos (Director de Escola Profissional); Telmo Teixeira Figueiredo (Farmacêutico); Vítor Barros (Presidente da Companhia das Lezírias).

quarta-feira, 10 de janeiro de 2007

11211 Assinaturas pelo VOTO SIM

O Movimento VOTO Sim entregou hoje, na Comissão Nacional de Eleições, 11211 assinaturas de cidadãs e cidadãos , juntamento com o processo de formalização para efeitos de Campanha Eleitoral.

No acto de Entrega, estiveram presentes alguns dos Mandatários e Mandatárias do Movimento, entre os quais Janita Salomé, Alice Frade, Dina Nunes, Miguel Relvas, Ricardo Rodrigues, Manuel Pizarro, Ana Couto, Fátima Pimenta, Maria Antónia Almeida Santos, Alda Macedo, Sónia Fertuzinhos, Mariana Aiveca, , Joana Lima, Jorge Fão, Victor Ramalho, Miguel Coelho, Jorge Neto, Helena Pinto, Sónia Sanfona , Isabel Jorge, Teresa Portugal, Julia Caré, Cecília Honório.










Fotos de André Beja